

Existem pessoas que quando lhes acontece algo de ruim, a reação automática delas é não apenas dizer "podia ser pior", mas tentar encontrar uma vantagem para tal miséria. Sou uma delas. No entanto, se eu realmente fosse
Pollyanna*, a chatinha da personagem criada por
Eleanor H. Porter em 1913, você poderia dizer que faço o "jogo do contente". Não faço. Xingo e maldigo a minha sorte, como todo mundo. Meninas boazinhas só existem nos livros juvenis e nos filmes de Walt Disney.
Contudo, é sempre bom lembrar que as coisas dependem do ângulo com que a gente as enxerga. As vezes, basta levantar-se, dar uma volta de 90° e olhá-las de outra perspectiva. Então, enquanto vou me curando e insultando a minha sina, também invento motivos para ficar contente. Não poder gastar, por exemplo, é uma boa razão para recusar convites chatos, ficar trabalhando sossegada em vez de sonhar em passear, perder a vontade de olhar vitrines, fazer compras, etc. É muito produtivo, saudável e econômico ficar mal das pernas!!!
Assim, fiz também o mesmo exercício com relação a empregada. Como é vantajoso não possuir um e outro! Até a minha filosofia de vida mudou. Antes eu achava simplesmente que a comida é um prazer. Hoje eu penso que ela é também nutrição. Porque? Porque se não fosse nutrição, coisa a que Deus nos obriga menos por necessidade do que por prazer, sem empregada como vivo há 3 meses, eu parava totalmente de comer. Antes eu também não sabia, mas hoje garanto que é paradisíaca a vida sem empregados. Veja: além de ser livre e independente, você resguarda a sua privacidade, nervos, paciência, conversa, ordens, reprimendas. E, o melhor de tudo, não fica designada pelo nome mais horrendo do mundo que é... “Patroa”. Ah! Maravilha!
Dinheiro. Além da tristeza que causa, convenhamos, a falta dele traz igualmente grandes benefícios. Primeiro, você troca as vitrines pelo trabalho. Uma vez que também não pode comprar cds é a mesma coisa. Não podendo se dar o luxo de montar aquela estante de caixinhas de acrílico, você é obrigada a montar um arquivo no micro para partilhar as suas músicas com internautas do mundo inteiro.
Até amanhã, que agora é hoje e tem tantas coisas ruins que são boas que vou parar por aqui!


Meu humor anda um tanto qto ácido. mais que o normal. e não é mau humor, nem irritação. é só falta de paciência com certos tipos de pessoas. o negócio é o seguinte: se vc não tem nada de interessante pra falar comigo, então não fale nada. se eu estou parada num canto, isolada, é pq eu quero. se eu quisesse conversar com alguém, já estaria há mto tempo....bem, hoje estou azedíssima!!!


Ace todo branco..
A coisa que mais me incomoda de ter que fazer (sem empregada) é ter que lavar meias. Eu odeio lavar meias! Elas nunca ficam com aparência de estarem bem limpas, as brancas então, nem se fala.. e eu esfrego um monte, deixo de molho, esfrego mais um pouco e nada, continuam parecendo semi-encardidas.
E olha que são poucas as coisas que eu me incomodo em ter que fazer, pra falar a verdade são só duas: lavar meias e passar pano no chão. Não me incomodo em ter que fazer comida, lavar roupa (tirando as meias) e todas as outras obrigações domésticas, mas, sem dúvidas, lavar meias é muito pior que passa pano de chão. Será que não existe algum tipo de máquina milagrosa que deixa as meias como novas? Se alguém souber, por favor, me diga onde compro, não importa o preço!
Se alguém tiver alguma dica eu agradeço.

Que culpa temos de sermos o que somos?
O que compõe um ser humano e seu comportamento são infinitos fatores como genética, influencias familiares, traumas de infancia, adolescencia, cultura em volta, ambiente social, tipo de alimentação, alterações neuronais, mudanças neuro quimicas, etc, etc, etc.
Portanto não há maneira de sermos culpados pelo que somos. O que temos é que perceber o que somos, e munidos desta consciencia lapidar nossas características para melhorar a nossa qualidade de vida.
A começar pelo uso de frase mental: responsavel sim, vou tentar melhorar, mas culpado nunca, de nada...


Pensamento, o perpetuador do sofrimento
É inquestionavel que a vida sempre nos apronta, perdas afetivas, dores físicas, doenças, prejuizos financeiros, etc.
Sem duvidas fatos como estes causam sofrimento e dor, as vezes maior, as vezes menor.
Passado o fato gerador da dor a tendência do ser humano seria se distrair com novos fatos que acontecem em sua vida, e a dor naturalmente passar. Mas pensar no que aconteceu, procurar formas de evitar aquilo que ja aconteceu, ou evitar o inevitavel do presente ou futuro, faz com que se reavive dentro de nós as imagens que geraram o sofrimento, e estas imgens do nosso pensamento reacendem a dor.
O desejo de não sentir dor, de não ter sentido dor, faz com que o pensamento relembre das imagens do fato e aumentem o sofrimento.


REFERENDO
Para quem nao poderá comparecer ao Referendo, marcado para o dia 23, poderao obter o formulário para a justificar a falta na propria internet, no site do TSE ( Tribunal Superior Eleitoral), a partir de quinta feira
Na verdade, uns falam Plebiscito e outros, Referendo.
Dei uma pesquisadinha na net e veja a diferença:
A diferença é simples. O plebiscito é convocado antes da criação da norma (ato legislativo ou administrativo), e é o povo, por meio do voto, que vai aprovar ou não a questão que lhe for submetida. Já o referendo é convocado após a edição da norma, devendo o povo ratificá-la ou não..


divagar impreciso
Piés Descalzos
Hoje acordei que-bra-da! Os olhos não abriam de jeito nenhum... Pois é, o dia está lindo. Sol ardente e eu resolvi passar este dia na banheira. Tem gente que prefere a piscina, o clube. Eu não!! Prefiro a minha banheira, rs. Estranho não? Isso me dar uma preguiça. E por falar em preguiça.
Sabe o que é ter preguiça de existir? Não é preguiça de agir, de fazer, de falar ou ouvir. É quase como uma preguiça de estar vivo, mas pior. Sabe o que é ter vontade de sumir? Não sumir no sentido figurado de querer desaparecer dos olhos dos outros (ou de todos), mas de sumir mesmo. Sumir do mundo. Deixar de fazer parte dele por uns tempos. Tipo como ser congelada num bloco de gelo e lá permanecer até que a medicina futura seja capaz de encontrar uma cura milagrosa para a falta de saco. Já se sentiu sozinha? Sozinha mesmo, não solteira. Não solitária ou sozinha numa luta ou em um ideal. Não por falta de alguém a quem recorrer. Está mais para ser contemplativa, como quem se sente sozinha dentro de si mesma ou dentro de seu próprio mundo, porque no mundo externo não se encontra abrigo ou algo a que se ajustar. É como estar num quarto escuro, sem portas ou janelas, sem luz, paredes ou chão sob os pés. Ouvindo apenas os ruídos emitidos pelo próprio corpo. É como sentir-se só através de uma avenida movimentada ou no meio de um show de rock da sua banda favorita. Num mundo que não lhe pertence, na multidão que não lhe contém. Parece estranho sentir-se só e ainda querer sumir? Mas é estranho mesmo. A solidão é a pior das prisões. É como se não houvesse nada que lhe impedisse de sair de onde está, mas também não restasse lugar algum para aonde ir. É como gritar sem ser ouvida, sequer por si mesmo. É como querer lutar, mas só ter a si mesmo para vencer, e ainda assim continuar perdendo. Render-se ao flagelo da miséria humana por não conseguir enxergar por outros olhos que não os seus próprios vícios. É não poder ser compreendido porque o ser humano só consegue enxergar a amargura que existe em si mesmo. Aquilo que emana do coração dos outros é tão somente um reflexo opaco dos seus próprios sentidos. Mas e você? Já teve preguiça de existir?
divagar impreciso


Conjuntiva
A última parte de minha personalidade que se perdeu em meio aos vasos sanguíneos que irrigam meu cérebro preguiçoso levou consigo um pedaço ainda maior desta minha já reduzida vontade de retomar as rédeas do meu corpo e reabastecer os meus sonhos, outrora tão grandes. Meus instintos vão tateando cada pedaço do meu âmago na tentativa infrutífera de encontrar qualquer parte de meu ser que se disponha a abandonar o tutano e emergir à epiderme para recobrar-me a forma. Mas tudo que se pode sentir em meu interior é essa alma retraída e cansada que se recusa a levar os olhos à janela com medo de observar o mundo. Fazendo deste corpo meu cárcere privado. Uma carcaça aparentemente vazia e desprovida de ânimo. Uma máquina inoperante aguardando manutenção. Não há nada que o tempo não cure, mesmo que de forma falha e deformada. Busco, num último suspiro consciente, atravessar a porta que separa os corredores úmidos de minha mente, obscurecida pelas teorias incautas e incompletas que ainda teimam em ecoar por entre os vãos de minhas vísceras, enquanto às mesmas se liquefazem em pavor, até alcançar a luz opaca que incide do outro lado. Erguer a cabeça e fitar o olhar vermelho no espelho até convencê-lo, da forma mais incisiva que estiver ao meu alcance, de que ele não passa de uma grande fraude. Para enfim voltar a dormir e, com a mente despoluída de minha própria maldade, esperar para abrir os olhos quando as paredes brancas do meu quarto não mais me ofuscarem com esse brilho escarlate.


Uma amigona minha me perguntou ainda há pouco, por telefone, como é que eu estou...
E como tenho um grave defeito de sempre responder às perguntas da forma mais sincera possível, a resposta foi:
" - Estou de luto íntimo!"
Ao menos ela me fez rir, tanto da situação quanto de mim mesma.
Para isso servem os amigos!
São compreensão no momento em que a compreensão nos falta; São opinião nos momentos em que as influências nos são necessárias; Nos dizem: "Eu amo muito você" enquanto criticam a nossa forma de viver ou de sentir.
Enfim, peço desculpas se não estou correspondendo conforme gostariam...
Da mesma forma que também espero que compreendam que, como bem disse Artur da Távola, estou me "desligando para sempre". De tudo e de todos que de alguma forma me enganaram e iludiram, e quero o meu direito reservado neste aspecto. Sei que algumas pessoinhas vão sentir um certo impacto quando conversarem comigo, mas vou ser sempre direta, sem rodeios nem lenga lenga. Será que tenho este direito?


Algumas pessoas são ambiciosas.
Outras, são gananciosas...
Pra mim, a felicidade é algo tão simples, tão tranquilo, tão fácil...
Sou feliz em pequenos gestos, em simples dizeres, em pequenas e por muitos desprezadas atitudes...
O ser humano é complexo por demais e sou agradecida pela falta de racionalidade que tenho!

"Receita de Felicidade" >
(Toquinho)
Pegue uns pedacinhos de afeto e de ilusão;
Misture com um pouquinho de amizade;
Junte com carinho uma pontinha de paixão
E uma pitadinha de saudade.
Pegue o dom divino maternal de uma mulher
E um sorriso limpo de criança;
Junte a ingenuidade de um primeiro amor qualquer
Com o eterno brilho da esperança.
Peça emprestada a ternura de um casal
E a luz da estrada dos que amam pra valer;
Tenha sempre muito amor,
Que o amor nunca faz mal.
>
Pinte a vida com o arco-íris do prazer;
Sonhe, pois sonhar ainda é fundamental
E um sonho sempre pode acontecer...
*-*-*-*-*
Ai ai...
Nem sei o que dizer e, neste caso, melhor nem dizer nada!
Só faltou nesta receita o:
"Modo de Preparo" : "Bata tudo no líqüidificador, sirva em taças de cristal na temperatura ambiente... Um brinde e bom apetite!"

De problemas na minha vida, os criados em mim e por mim mesma já me bastam!
Quando paro e me contemplo, percebo que muitas das vezes não me conheço...
Ou ainda, não me conheço o suficiente.
Será mesmo que tenho aprendido com as minhas experiências?
Por sorte, algumas vezes me sinto uma duna, movida pelo vento,
que acaba invadindo ou sendo invadida pelo mar...
Me desmancho e conforme os ciclos da natureza,
acabo novamente me colocando à disposição do vento,
que brinca de tirar tudo de lugar...
... ainda que não exista o lugar para nada!

Ouvi de uma amiga esta semana uma frase que me surpreendeu bastante.
Ela me disse que eu sou sempre sincera.
Essa frase ainda está ecoando entre o Tico e o Treco (minha dupla mais que dinâmica de neurônios) e eles ainda não sabem muito bem o que fazer com ela.
Ser uma pessoa sincera é bom?
Até quanto é bom?
E não ser sincera... qual o problema nisso?
Eu nunca me intrometo na vida de ninguém.
Sou omissa em comentários, em críticas, em julgamentos.
Esta é uma característica minha e sempre foi.
Mas se me perguntarem algo...
hahahahhahahahahhaha
Já era!
Sou do tipo de pessoa que, se não quiser saber a minha resposta, não pergunte!
E hoje eu li esta frase de Dom Helder Câmara, onde diz:
"Existem pessoas como a cana, mesmo posta na moenda, reduzida a bagaço, só sabem dar doçura."
Se a sinceridade é algo que me é peculiar, confesso que ainda me falta muito para aprender a fazer limonadas com todos os limões que a vida me oferece.
Neste particular, não basta fazermos algo da forma correta.
É imprescindível a forma como nos portamos enquanto este "algo" acontece.
Mais um grande ensinamento que a vida me dá: saber que mesmo não sendo uma pessoa "legal"(rs), ainda tem gente que me gosta!
Mistérios...


Segunda
Segunda, dia de não gosto.
Não gosto de começos, não gosto de bancos, não gosto de não gostar. Mas a segunda sempre vem. Zeros, valendo aos outros, zeros esquerdos para mim.
Assim os pago. Assim me pego. Assim pretendo e chego nos dias 15.
Sem grana, quase nada, largo as obrigações e decido. Vou ser feliz da vida
Sendo assim, nos quinze faltantes, vou brincar de viver.
Vou ser sábado na vida.

Comer pouco
Estou naquele estágio de desespero, de negação da imagem do espelho. Não, aquela não sou eu. Não sou tão gorda
assim. Mas estou gorda, mesmo não sendo. E o pior é que
também estou naquele estágio de saturação em que o
simples assunto dieta, nutrição, reeducação alimentar ou
regime, já me deixam de mau humor. Infelizmente, parece
que vai ser mais fácil chegar aos 50 anos do que aos 50 quilos...
Pelo menos comi pouco e bem no almoço.
